Pela primeira vez desde o início da Operação Verão Maior Paraná, o helicóptero Arcanjo 01 realizou, na manhã deste sábado (17), um transporte aeromédico utilizando incubadora neonatal.
A aeronave foi acionada para transferir uma bebê prematura, com apenas cinco horas de vida, do Hospital Municipal de Guaratuba para o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, unidade de referência em atendimento de UTI neonatal.
A ocorrência envolveu a atuação integrada do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), responsável pela operação do Arcanjo 01, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA).
O Arcanjo 01 é a primeira aeronave dedicada exclusivamente às missões do CBMPR e está equipada com tecnologia de ponta para atendimentos de alta complexidade.
Entre os recursos disponíveis está a incubadora neonatal ultraleve, conhecida como BabyPod, desenvolvida especificamente para o transporte aeromédico.
O equipamento oferece suporte básico de vida ao recém-nascido, auxiliando na oxigenação, na manutenção da temperatura corporal e na estabilização do paciente durante o voo.
Além da incubadora, o helicóptero conta com o primeiro massageador cardíaco automático do Paraná, permitindo a realização de reanimação cardiopulmonar contínua durante o deslocamento até a unidade hospitalar.
O uso do Arcanjo 01 reforça a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros nas missões aeromédicas, garantindo agilidade, segurança e atendimento tecnicamente avançado, especialmente em situações que envolvem pacientes em estado crítico.
Entregue à corporação pelo Governo do Estado em setembro de 2025, o Arcanjo 01 integra um investimento de R$ 49,3 milhões na aquisição de cinco novas aeronaves destinadas à Segurança Pública do Paraná.
Tecnologia da incubadora Diferente das incubadoras convencionais, que podem pesar cerca de 110 quilos, a BabyPod é fabricada em fibra de carbono, pesa aproximadamente oito quilos e possui certificação europeia.
O equipamento foi projetado para proteger o recém-nascido contra vibrações, impactos e variações de temperatura durante o voo, garantindo um ambiente estável e seguro mesmo em ocorrências de alta complexidade.
Fonte: SESP-PR
Foto: BPMOA



